11.1.08

Ghislain, para íntimos.

Demora um pouco, mas eu geralmente entendo o que ele quer dizer.
Ainda que surrealismo não diga nada.


8.1.08

Descubra porque Caxias do Sul é uma cidadezinha de merda em uma lição:

Matéria publicada no Jornal Pioneiro de hoje.

Um relato impressionante
Adolescente de 16 anos que foi torturado em Flores da Cunha fala pela primeira vez à imprensa sobre o caso

Ele diz não ter como reconhecer os PMs que cometeram a agressão, pois estava de bruços dentro da casa, e que também nunca havia visto os brigadianos. Ainda muito abalado, o rapaz, que faz biscates como pintor, pede justiça e tenta fazer a vida voltar ao normal.

Porto Alegre - Os cinco rapazes torturados em uma ação da Brigada Militar (BM) não souberam identificar quais PMs foram responsáveis pelo abuso cometido na madrugada de 27 de dezembro, em Flores da Cunha. No domingo, 42 policiais suspeitos, incluindo cinco oficiais, foram submetidos a reconhecimento no quartel da corporação, em Porto Alegre.

Principal vítima, o adolescente de 16 anos que teve um cabo de vassoura introduzido no ânus não conseguiu apontar de quais PMs partiram as agressões. Esse detalhe pode dar novo rumo às investigações do caso que, desde ontem, estão sendo feitas em conjunto pela Polícia Civil e pela corregedoria-geral da BM.

Depois de permanecer quatro dias no Hospital Geral, em Caxias do Sul, para tratar os ferimentos, e outros seis dias se recuperando em casa, com familiares, o adolescente decidiu romper o silêncio e falar publicamente sobre o drama vivido na companhia dos amigos. Ele recebeu o Pioneiro no final da tarde de ontem, acompanhado do advogado Marcelo Fiorese. O jovem ainda tem dificuldade para caminhar e ostenta no abdômen um corte feito durante o procedimento cirúrgico. O rapaz sem passagem na polícia detalha as agressões e o constrangimento vividos durante a tentativa de empalamento.

O menor atribui a dificuldade de reconhecer os agressores à maneira como ele e seus amigos foram torturados na casa do gesseiro Valdir Garcia de Moura, 39, autor confesso do assassinato do sargento Luiz Ernesto Quadros Mazui, 41. O adolescente teria ficado de bruços o tempo todo, algemado ao braço de outro amigo, também menor, o que impediu a visualização dos PMs. Segundo ele, as outras vítimas, Eduardo de Moura, 18, e Miler Marcante, 22, tiveram sacos de plásticos colocados na cabeça, prejudicando, também, a identificação. Porém, ele tem uma certeza: os policiais responsáveis pelo abuso não eram de Flores da Cunha.

Pioneiro: O que você fazia na casa onde mora o gesseiro Valdir de Moura (assassino do sargento da Brigada Militar)?
Vítima: Eu tinha ido na casa da Janet, que mora embaixo. Sou amigo de um dos filhos dela. Cheguei uma hora e meia antes de a confusão começar. Queríamos fazer um churrasco em um camping mas, por causa da confusão, desistimos e ficamos na casa. A gente estava no lado de fora, bebendo. Eram umas dez horas da noite. Daí, passaram os motoqueiros (dois desafetos de Valdir e de seus filhos) provocando e imaginamos que ia dar confusão. Entramos na casa.

Pioneiro: Pouco depois aconteceu o assassinato. O que vocês fizeram?
Vítima: Depois que o policial foi morto, nós ficamos todos abaixados na cozinha (no térreo). Em seguida, fomos para um quarto para fingir que estávamos dormindo. Foi a dona da casa (Janet) que pediu para a gente ir lá, para evitar qualquer confusão ou para que a polícia não ficasse pensando que a gente tinha alguma coisa a ver com a morte. Não fiquei com medo porque eu não tinha culpa. Passaram uns 10 minutos até a chegada dos PMs.

Pioneiro: Como foi a ação dos PMs?
Vítima: Primeiro, mandaram o pessoal que mora em cima descer para o pátio. Eram todos familiares do Valdir. Depois, arrombaram a porta da casa de baixo e mandaram a gente sair. Na casa estavam eu e mais cinco amigos, além da dona Janet e de um senhor de 63 anos, que é pensionista. Quando ordenaram para a gente sair, fomos numa boa. O senhor dormia e os policiais fizeram ele saltar da cama. Dali, fomos para a calçada e ficamos sentados no cordão. Um dos PMs perguntou de quem era a moto estacionada. Falei que era a minha. Passou um tempo e me chamaram para um canto. Queriam saber onde estava o Valdir. Respondi que não sabia. Daí, levaram eu e o meu amigo (outro menor) para dentro da casa do Valdir. Quando chegamos lá, já tinha mais dois rapazes no corredor e mandaram a gente se ajoelhar.

Pioneiro: Quantos policiais estavam no local?
Vítima: Eram uns 10 policiais, todos fardados.

Pioneiro: O que os policiais faziam?
Vítima: Os dois (Eduardo e Miler) estavam algemados. O Eduardo estava deitado e tinha um saco na cabeça. Davam socos, tapas, coronhadas e pontapés. O Miler, ajoelhado, também apanhava.

Pioneiro: E o que aconteceu contigo e com outro menor?
Vítima: A gente estava ajoelhado e preso na mesma algema. Um dos policiais me estrangulou com o braço (golpe de gravata) e outro colocou uma pistola na minha cara. Daí, desmaiei, sufocado. Acordei e levei novo susto porque o policial apontou a pistola na minha cabeça, engatilhou e perguntou: onde é que está o Valdir? Agora tu vais falar, tá todo mundo cansando e já chega. Fala ou já era. Eu só dizia não sei, não sei.

Pioneiro: Quanto tempo isso durou?
Vítima: Apanhei uns 10 minutos. Eles só queriam saber onde estava o Valdir.

Pioneiro: O que houve em seguida?
Vítima: Me deram mais uns tapas, me colocaram de bruços no chão e tiraram minhas calças. Um policial me segurou e o outro introduziu o cabo (de vassoura).

Pioneiro: O que eles diziam?
Vítima: Falavam só que iam me transformar numa menininha.

Pioneiro: Da onde pegaram o cabo?
Vítima: Da casa. Tiraram a vassoura e trouxeram o cabo.

Pioneiro: Você ficou consciente o tempo todo?
Vítima: Sim. Só não podia olhar porque estava de bruços.

Pioneiro: Quanto tempo essa agressão durou?
Vítima: Acho que foi uns 15, 20 minutos. Sem parar. Não posso afirmar o tempo certo, mas foi terrível. Parece que durou um ano.

Pioneiro: Havia outros policiais junto?
Vítima: Vários. Eles só olhavam e não faziam nada. Faziam piadinhas, tipo quanto tempo esse aqui agüenta (agressões), quanto tempo esse agüenta sem respirar...

Pioneiro: No momento das torturas, havia policiais também no lado de fora?
Vítima: Tinha muito policial. A gente gritava quando apanhava, gritava alto, todo mundo. Até no centro da cidade poderiam ouvir.

Pioneiro: As portas do corredor e da casa estavam abertas?
Vítima: Ficaram abertas.

Pioneiro: Onde estavam os outros policiais? Algum deles chegou a pedir para que as agressões parassem?
Vítima: Os outros ficaram surrando os guris. Pararam e nos soltaram só quando disseram que iam pegar o equipamento de choque. Daí, gelamos e ficamos com medo, mas não fizeram mais nada com a gente.

Pioneiro: Em nenhum momento ninguém interveio?
Vítima: Intervir de que jeito? Eram policiais. Até entendo o pessoal que ficou lá fora, porque não tinha como intervir.

Pioneiro: Que menção eles fizeram sobre o filme Tropa de Elite?
Vítima: Tinha um policial que coordenava as torturas. Ele dizia: zero dois, bota o saco nesse aqui. Zero dois, faz esse aqui falar. Falava igual ao filme, bem igual.

Pioneiro: Tu tinhas alguma inimizade com esses policiais?
Vítima: Não. Eu não conhecia nenhum deles. Mas posso afirmar que nenhum era de Flores (da Cunha).

Pioneiro: Quando eles desistiram da tortura?
Vítima: Não lembro ao certo. Eles só pararam quando disseram que iam pegar o negócio para dar choque na gente. Ficamos deitados e eu com a calça abaixada. Se eu levantasse para olhar, levava um tapa.

Pioneiro: Quanto tempo ficaram com vocês na peça?
Vítima: Mais ou menos uma hora.

Pioneiro: Viu se entrou algum oficial?
Vítima: Eu não posso dizer porque não consegui ver, mas o meu amigo (o outro menor) falou que tinha um que ordenava as torturas. Ele falava igual ao filme (Tropa de Elite). Não sei quem era, porque estava de bruços. Colocaram sacos na cabeça do Eduardo e no outro menor. Isso eu vi.

Pioneiro: O que tu pensavas?
Vítima: Só imaginava que tava morto, que iam nos matar.

Pioneiro: O que aconteceu depois?
Vítima: Eles voltaram e mandaram eu me vestir e encostar na parede. Ficamos todos sentados de costas para a parede no corredor.

Pioneiro: Quanto tempo mais ficaram ali, apanharam mais?
Vítima: Não, depois disso parou tudo e ficamos lá sentados no corredor mais uns 20 minutos.

Pioneiro: Entravam policiais?
Vítima: Entraram vários. Teve um que passou por nós com a filha do Valdir para pegar alguma coisa.

Pioneiro: E os agressores?
Vítima: Foram todos para fora e não voltaram mais. Outros policiais tiraram a gente da casa. Daí, fomos para o ônibus. Ficamos uns minutos lá e a conselheira tutelar levou a gente para o hospital. Fomos de viatura com a conselheira. Tinha um soldado no carro e falei para ele "tu viu o que fizeram comigo? Ele (o policial) fez uma cara assim... (expressão de surpresa)."

Pioneiro: Como foi no hospital de Flores da Cunha?
Vítima: O médico me olhou. Mostrei que estava sangrando e o médico somente olhou e deu o laudo. Só isso. Sentia dores. No outro dia fui para o hospital (Hospital Geral, onde foi submetido a uma cirurgia).

Pioneiro: E a sua família?
Vítima: Ficou muito chateada.

Pioneiro: Já manteve contato com teus amigos de novo?
Vítima: Sim.

Pioneiro: O que vocês conversam?
Vítima: Só pensamos em fazer justiça. Só isso.

Pioneiro: Por que você não conseguiu reconhecer, domingo, em Porto Alegre, quem lhe torturou?
Vítima: Não consegui reconhecer porque nunca vi eles antes. Acho que porque eram policiais de Caxias do Sul.

Pioneiro: O que você pensa sobre tudo isso?
Vítima: Só quero que quem fez isso comigo seja punido. Fiquei abalado com o que aconteceu. Isso não acontece todo dia.

******

Conclusão:
Caxias do Sul é um cidadezinha interiorana de merda por que brigadiano gringo E FDP não sabe diferenciar filme de critica social e filme de treinamento de como trabalhar na brigada.

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    4.1.08

    Navegar é Preciso




    (...)
    Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
    Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
    Só quero torná-la grande,
    ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
    (...)

    F. Pessoa.

    2.1.08

    resoluções de 2007.

    No fim de tudo o saldo foi positivo.
    E no meio de tudo, você...

    Tão bom morrer de amor e continuar vivendo.

    Mário Quintana

    26.12.07

    Jingle Bells!

    Ok, é Natal e por mais que eu não seja um cristã exemplar eu comemoro! Não sei se pelos presentes, pela festança ou por ser mais um motivo pra ficar um dia inteiro sem fazer nada...mas comemoro e isso por si só já garante um terreno pequeno lá no céu pra mim.

    Mas de qualquer forma eu aproveito isso tudo pra me tornar ainda mais doce do que eu geralmente sou [segundo o oráculo do orkut, eu sou o charme e a cordialidade em pessoa...] e acabo desejando o bem pra todo o mundo. É uma distribuição espontânea de abraços e carinho, palavras suaves que eu praticamente não me reconheço...

    Então eu resolvi aproveitar essa semana que eu deixei meu espírito de porco um pouco de lado pra desejar um ótimo Natal pra quem comemora em um excelente 25 de dezembro pra quem não comemora. =)


    [tá, eu sei que era ontem, mas eu tava exercendo meu papel de cristã enchendo minha barriga de comida e dormindo o dia inteiro...]

    18.12.07

    tava de bobeira na net [o óscio nem sempre é criativo] e achei uns blogs bem bacanas...
    tipo o enzimas virtuais, calaboca que eu to falando...o jesus me chicoteia, que muita gente lê, não me prendeu por nem dois parágrafos...
    sabe qual blog que realmente me prendeu??

    sim minha gente!
    Beto Barbosa tem um blog...
    ele largou as roupas com babados, a calça justas e as maracas e resolveu aprender a conjugar verbos: "Conjugando o verbo vou, eu digo que eu vou, tu vais, ele vai, nós vamos eles vão nos atolar até as orelhas, um dia, se não mudarmos as regras.

    esse [cof..] mito da mpb, também me pôs a refletir quando escreveu: "Os poderes de fartura química da mente são genialmente favorecidos quando se buscam aprendizados e conhecimentos novos.

    Betão, betão....quem te viu, quem te vê!.
    Te preferia com as maracas...

    15.12.07

    mais uma de amor...

    na quarta-feira, depois do café das 16:00, eu e namorado fomos ver as alianças.
    sim, alianças de compromisso!=)
    depois de passar algum tempo apenas cogitando a idéia e babando na frente das vitrines, ou ainda: brincando no meio do boteco de trocar alianças com aquele anelzinho dos charutos, respiramos fundo e resolvemos entrar na tal joalheria.
    na verdade já tínhamos ido lá há um mês atraz pra dar uma olhadinha, ver preços, mas ficou por aí.
    ok.
    entramos na joalheria, procuramos uma atendente que não fosse vesga [já que eu fico aguniada de conversar com uma pessoa que não olha pra mim, eu sei que a outra atendente tava olhando...mas não parecia!] e eu viro a cara, desfarço como sempre e o namorado dá a largada: -queríamos ver alianças!
    beleza, nem foi tão difícil. a gnt queria ver alianças, pedimos por alianças.
    mas eu sabia que não ia ser tão fácil...

    atendente [que não era estrábica] se abaixou e largou no balcão uma caixinha com as alianças para provarmos. tudo bem, essa parte tb é fácil já que nós já sabíamos bem o que fazia nosso tipo.
    provamos tamanhos, a do provador ficou boa para mim: firme, elegante com a pedrinha brilhosa e discreta em cima. exatamente como imaginava...minha mão nem ficou pesada como eu temia!
    mas eu sabia que não ia ser tão fácil...[rá!]

    namorado estava provando a dele...uma aliança igual a minha só que em tamanho maior e sem a pedrinha. para mim parecia estar boa.
    mas eu sabia que não ia ser tão fácil...[ok, vcs pegaram ne?]

    -olha, o tamanho tá bom no dedo e tudo...mas ela tá meio difícil de tirar...
    !!!!!
    QUE!? penso eu. mas tudo bem! sabe aquela minha cara de disfarçada que eu SEMPRE faço quando não quero comentar? pois é, eu usei!
    a atendente, por sua vez, ainda que constrangida me deu uma olhadela e fez um comentário:
    -mas não é pra tirar
    bolinha de feno passando...silêncio...
    -é que, nos finais de semana ele fica mexendo no carro, aí ele não quer sujar, amassar...
    tudo bem...
    mas virado para a prateleira, quietinho até então, o que eu julgo ser dono da joalheria ainda que fora da conversa largou um 'RÃ!!'. sim minha gente, um 'RÃ!!' como se prendesse uma risada que escapuliu.
    ok, entre risadas e mais alguns comentários brincalhões que se sucederam até o fim das negociações, fomos embora dali com um sorriso maior que a boca.

    mas eu sabia que não ia ser tão fácil...[não pude evitar]

    dois dias depois voltamos para buscar as alianças no horário combinado, dessa vez com a cunhada como testemunha. contei pra ela o acontecido enquanto namorado pegava as alianças...agradecemos, nos dirigimos à saída quando o segurança, que não estava na história fez o comentário que me fez rir, ainda que com uma vergonhazinha:
    -só cuida pra não perder a aliança quando for tirar hein?!

    beleza, já chega de chacota...
    parou né?
    eu entendi ele...oras!
    o rapaz só não quer correr o risco de perder a aliança enquanto tiver mexendo no carro, ou fazendo qualquer outra coisa como caçando leões na savana africana, escalando o pão-de-açucar, cavando minas, construindo um prédio...sei lá! qualquer coisa!...uia povo maldoso!
    *

    tudo bem, saímos dali...eu louca pra pôr a aliança, cunhada implorando por atenção, namorado sorrindo...fomos pra sorveteria e colocamos as alianças, duas vezes já que a esperta da cunhada não levou a câmera e tínhamos que tirar fotos com o celular dele e o dela!
    =)
    e quer saber? até que não foi difícil!
    *

    FIM!

    11.12.07

    menos místico e mais prático ou a culpa é de quem??

    as guerras sempre serviram para o avanço tecnológico.
    isso eu já sabia antes do namorado me explicar sobre o óleo não sei o quê que foi inventado pro avião pousar sem óleo [?].
    tem a história dos analgésicos e dos anestésicos, da lei da oferta e da procura...
    sempre assim, perde-se uma coisa pra ganhar outra. [no caso, perde-se milhares de vidas pra descobrir que um óleo mais grosso fica mais tempo em um motor. bela troca]

    eu tenho uma experiência muito parecida...
    há alguns anos, ainda quando eu era graciosa e tinha pernas grossas, costumava esperar eeeeeeeras pra que chegasse o Natal. lembro perfeitamente de uma ocasião em que estava na casa da vó e já sentia o Natal bem pertinho: a casa estava limpa e cheiro de calçada molhada, decoração de Natal e, na televisão, uma vinheta da Hebe Camargo onde aparecia um calendário e a voz do lombardi dizendo "faltam 30 dias para o Natal". saí correndo e fui na área soltar um berro: "Vóóóó!!!!! tá quase no Natal!!!!"

    era assim, não importa a distância...podia faltar um ou trinta dias que o espírito era o mesmo. as pessoas se progamavam com antecedência: compravam roupas meses antes e não as usavam por que era pra usar só no Natal, luzes na cidade, jingles na TV, festinhas no colégio, preparação para as férias. tudo era uma coisa só...

    pois bem, aí veio a Guerra do Iraque...não sei bem se isso foi pela Guerra ou por que o Brasil perdeu a final da Copa, mas enfim...
    acontece que hoje em dia ninguém comemora o Natal do mesmo jeito. a Sinimbú não tem luzinhas, a minha Vó não esfregou a calçada, meu pai não pendurou luzes na janela [ele NUNCa pendurou, já que se caga de medo de altura]...nem o clima tá colaborando!! cadê o calor insuportável de dezembro??? piscina de 1000lt no quintal de casa?? crianças correndo pelo meu terreno brincando de qualquer coisa??
    e a nossa árvore?

    bom, a árvore de 1,80 de altura foi levianamente substituída por um souvenir de R$1,99.
    uma árvore esdrúchula e xulampa que não passa dos 30 centímetros. tu tira ela de uma caixa de sapatos, dá uma balançada e voalá!!, o Natal de qualquer um tá pronto!

    maldita Revolução Industrial...

    10.12.07

    do alto do cruzeiro

    o jeito mais simples de descrever: as coisas mudaram por aqui também.
    pode parecer que não, mas mudou pra melhor.
    contrariando afirmações, a minha cara amarrada é apenas reflexo da serenidade que eu sinto por dentro.
    não tenho mais motivos pra parecer feliz, não me sinto na obrigação de tranquilizar o coração de ninguém. quando precisam de mim eu noto, e se eu me sinto no direito eu dou um jeito de fazer minha parte. ás vezes.
    conversas de meia dúzia de palavras finalizadas com um olhar e um tapinha na nuca são prova disso.
    de um ponto de vista geral, a gente aprende que o maior problema não são as pessoas. digo, alguns aprendem...nem todo o mundo acorda pra vida. pena.

    tranquilidade, a paz impagável de estar em um lugar e sair sem fazer a peregrinação da despedida...não faz diferença, no final eu sempre deixo as pessoas com palavras boas...e eu sempre sei onde é e onde não é o meu lugar. se eu tô ali, não é por obrigação. é por gosto.
    se eu não tô...bom, se eu não tô pode haver um ou mil motivos...

    *
    pra guria que eu tranquei no banheiro pra ouvir lamentações, a resposta tardia:
    não tá em livro nenhum, não adianta procurar. tá aí em ti.
    *

    há certas coisas no mundo
    que eu olho e fico surpreso
    uma nuvem carregada
    se sustentar com o peso
    e dentro de um bolo dágua
    sair um corisco aceso

    5.12.07

    on the road...


    "seguirei como encantada ao lado teu..."